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quarta-feira, 28 de março de 2012

GIFT@UP2U


Olá! Quando escrevo, gosto de te passar alguma coisa para além dos meus desabafos e para isso tenho que assentar os pés na terra. Como ando em maravilhosas e frequentes viagens na maionese, as ideias surgem como flashs, diminuí a frequência com que te escrevo. Mas é brutal estar aqui a teclar para ti. Escrevo-te porque gosto e me fazes bem. Enfim, escrevo-te porque sim.

A propósito da conferência em que participei no passado fim-de-semana (http://youtu.be/DTw5p__qPmU) e do inicio do programa PESO comunitário (pesocomunitario.net), venho reflectir contigo acerca de como entendemos os momentos de exercício físico e de quais os motivos pelo que o fazemos.

Fruto do (desejado) reconhecimento do seu potencial salutogénico, o exercício encontra-se frequentemente colado à noção de saúde. Esta colagem leva ao aumento da prática de exercício por parte daqueles que querem recuperar de algum problema e dos que adoptam um postura mais preventiva. Paralela e frequentemente, os profissionais (nos quais me incluo) têm encarado o exercício como terapia, o que os leva a menosprezar os desejos dos praticantes em prol de uma maximização dos benefícios da sua prática.

Devido ao carácter externo das motivações relacionadas com a saúde, quem inicia a prática por estes motivos necessita de encontrar algo mais para que esta se mantenha no tempo. Imagina que estás doente e o médico te prescreve 1 comprimido de 2 gramas, que tens de engolir em jejum e a seco. O que fazes quando te começas a sentir melhor? Esqueces-te uma vez e depois outra, até que pensas se o dinheiro e o esforço valem a pena.

Se és consumidor, questiona-te acerca do que podes obter no exercício, para além da saúde. Se és produtor, pensa no que mais podes oferecer aos teus alunos.

Como sugere a Professora Michelle Segar (michellesegar.com), irás desfrutar muito mais da tua prática se deixares de encarar o exercício como uma tarefa e o vires como um momento teu (uma prenda no teu quotidiano). Para que isso aconteça, é necessário que tenhas um papel activo na selecção e estruturação das tuas rotinas de exercício, para que elas correspondam melhor às tuas necessidades (para além da saúde).

Espero que te divirtas: acima de tudo, exercício é diversão!

Forte Abraço

hugomeca@hotmail.com


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Kids@UP2U

Aproveito hoje, que pude acordar tarde, tomar um mega pequeno-almoço a ouvir a minha música preferida e a ler uma revista, para matar saudades tuas. Por sugestão do meu amigo DB, venho-te escrever acerca do exercício para crianças.
A actividade física das crianças deve ser uma preocupação tua enquanto Pai. Sabes que as crianças de agora são menos activas do que o recomendado e que isso lhes irá provocar problemas de saúde quando crescerem.

As crianças mais novas não necessitam de um programa formal de exercício, mas apenas de oportunidades de prática onde se divirtam a brincar. Verifica se estão reunidas as condições de segurança no parque e, para não dares o tempo como perdido, diverte-te, brinca e faz actividade física com o teu filho. A actividade física propicia o estabelecimento de laços e jogar com o teu filho faz dele o teu melhor amigo, enquanto te tornas num forte elemento encorajador da sua prática, estabelecendo um exemplo de conduta
É necessário um compromisso familiar para que as rotinas de actividade física possam fazer parte do quotidiano, sem grandes constrangimentos. Neste inicio do ano lectivo estabelece os horários de forma a encaixar momentos de actividade física para ti e para teu filho. Existem alguns clubes que oferecem actividades para crianças (o meu anda no Solplay! Espectáculo!). Podes coloca-lo nas actividades de crianças e desfrutar de actividades para ti (a CG faz isso). Adicionalmente, realiza actividades para todos, como uma simples brincadeira no parque, um passeio de bicicleta ou um jogo de futebol.

Como diz o ditado, “de pequenino é que se treina força”. Ainda tenho presente quando fui fotografar miúdos de um colégio para o Fitnessgram e vi crianças de 4 e 5 anos a levantar “pesos” e a curtir que nem loucos! “Quando tiver um filho há-de de vir para aqui”, pensei na altura. Hoje, lá anda ele, feliz da vida a treinar força! Não te preocupes porque é seguro, aumenta a força muscular, melhora os padrões motores básicos e a prestação desportiva, previne lesões e estimula o esqueleto, altera muito pouco a massa muscular e assemelha-se na intermitência aos padrões motores habituais das crianças.
O treino deve ser supervisionado, divertido e proporcionar às crianças ganhos de força num ambiente seguro e de sucesso. A partir dos 5 a 6 anos, a prioridade é a correcção técnica do gesto, mas à medida que se desenvolve e aprende os gestos, podes ir solicitando mais. De acordo com o ACSM, as crianças podem beneficiar de um programa de 2 a 3 sessões semanais, de 20 a 30 minutos, 1 a 3 séries de 8 a 15 repetições sem fadiga. Podes aumentar o peso (1kg) quando realizar correctamente 15 repetições sem fadiga e deves solicitar a generalidade dos grupos musculares.

Aqui te deixo 2 circuitos super hiper mega divertidos para experimentares com o teu filho ou com os teus alunos. Eu já experimentei e é brutal!

Hoje vou buscar o meu filho à escola e vamos brincar para o parque. E tu? Onde vais curtir que nem um louco?!?!?

Obrigado DB e a todos, por lerem, contribuírem e aprenderem. Forte abraço!
hugomeca@hotmail.com